27.5.09

As diferenças aparecem

Hoje no carro, estava levando as crianças para a escolinha. Peguei o Ipod e coloquei umas musiquinhas para eles. Aliás, descobri um disco que eu ouvia quando era criança, mpb-4 "Adivinha o que é", que eu amava! Coloquei no Ipod e eles curtem também. Muito legal!
Depois de passadas duas musicas, Theo falou que queira ouvir agora Rock'nroll, com a pronuncia mais linda, com a lingua mais enrolada! Extremamamente lindo!
Fiquei chocada! Você quer ouvir Rock?
Coloquei uma música do Lenine que tem bastante guitarra e bateria, bem pesada! Nos primeiros acordes Theo falou: gosto dessa!
A Manu, quase que simultâneamente ao Theo disse: "Não essa! É barulho!"
Pensei: Essa tem que ir para o blogue!

25.5.09

Quão surpreendentes nossos filhos podem nos parecer?

Sábado a noite tem sido um momento único para mim e as crainças.
Depois de passarmos o dia inteiro juntinhos, aproveitando as delícias de um bom "dia de passeio", como é chamado o fim de semana aqui em casa, posso me dar ao luxo de ficar com eles por longos períodos antes de dormir. Coversamos, fazemos carinhos, lemos historinhas e ouvimos lindas declarações de amor.

Muitas vezes sou surpreendida por um abraço e um "mamãe, te amo!".
Nesse sábado eu resolvi fazer a minha declaração para o Theo. Meu filho tem sido um menino tão especial que merece saber o quanto isso sigiifica para a mãe dele.
Comecei falando que quando ele saiu da minha barrguinha, a vida da mamãe mudou! Que eu não sei dizer o que seria dela sem ele. Seria uma vida preto e branco, triste e sem graça! Falei que eu o amava muito, que ele é um filho muito querido, inteligente e que só me dava orgulho! Filho te amo!
Ao escutar todo o meu monólogo de mãe, ele começou a chorar! Eu fiquei desconcertada, filho, o que foi? Ele, vendo que me preocupei disse:
"Mamãe, não é nada não! Eu estou bem. Eu estou chorando de feliz!".
As lágrimas não param de descer do meu rosto desde então!

20.5.09

Um grande dia!

Hoje teve exibição de natação das crianças. Fui surpreendida, o que não acontece há muito tempo...
Na exibição anterior, Manu chorou, não entrou na água, eu fiquei sentada na beira da piscina, me molhei e fui embora sem ver as gracinhas que ouvia a babá dizer que ela sabia fazer. Já o Theo nadou muito bem, mostrou que sabe acompahar o grupinho e atender o que a professora pede. Hoje acordei cheia de trabalho, manicure, sacolão, etc... Pensei em não ir na exibição, pois assim evitaria que a Manuela perdesse a aula, como aconteceu na vez passada. E o Theo? Não ia ter problemas pois nos fins de semana ele sempre mostra suas habilidades de nadador na piscina do clube.
Depois de tomada a decisão, inédita pois nunca deixei de prestigiar os eventos dos meninos, fiquei pensando que eles poderiam se sentir abandonados, sem ninguém para bater palminhas por eles. Meu coração até doeu ao imaginar a situação, acho que o pensamento foi até preto e branco, tamanho o drama! hhahahahaha!!!!
Resolvi ir, mas sem grandes expectativas, não levei máquina, nem fotográfica, nem filmadora, nem celular!!!
No caminho, que fazemos a pé, senti uma sensação extremamente agradável de estar com minhas crianças, tomando um solzinho nessa manhã fria. Pudemos brincar e rir pela estrada a fora...
Ao chegar fui tirar a roupa do Theo que logo impediu qualquer movimento nesse sentido dizendo que ele consegue tirar toda a sua roupa sozinho! Me espantei com essa autonomia! Ele sentou-se no chão, dando uma olhadinha para ver se eu faria algum sinal de reprovação. Fiquei olhando e sorrindo para ele, mostrando que estava tudo bem. Ele tirou sua bota do homem aranha, tirou a calça e, tirou, sob olhos atentos e até incrédulos, a blusa!!!! Pensei: Puxa até aqui já valeu a pena eu ter largado tudo para vir, que bom, saldo positivo.
Chegou o grande momento, a professora Bárbara chamou a Loly. Pedi a Clea que a levasse até a piscina, temendo que se eu a levasse ocorresse o mesmo da vez passada. Manu entrou e ficou. Mais um ponto. Senti que poderia me aproximar mais um pouco. Quando dei por mim estava quase dentro da piscina, batendo palmas, assoviando colocando as mãos na bochecha e fazendo aquele som de que está totalmente espantada! Manu ficou muuuuito feliz e fazia mais e mais lindezas na água. Arrependi amargamente de não ter levado as câmeras, estava quase alugando alguma de algum pai alí presente.
Passados 10 minutos da apresentação da Manu, chegou a hora do Theo. As piscinas são vizinhas e eu fique no meio das duas, quase conseguindo virar um olho para a esquerda para ver o Theo e o outro para a direita para continuar vendo a Manu.
Acabada a aula da Manu fui até a beira da piscina e agradeci à professora por ela ensinar algo tão fantástico quanto nadar. Eram mergulhos longos e tranquilos de uma Manuela tão segura na piscina que agragava um risco aos seus atos, pois a professora não podia descgrudar o olho dela!
Manu foi tomar banho e eu pude me dedicar totalmente ao Theo.
Theo está muito físico. Seus movimentos são ousados e ele se esmera em realizá-los, é lindo de se ver.
Ele executou todas as atividades propostas pelas professoras com tanto esmero que não era raro ele conseguir o que os seus colegas não conseguiam. Eu, sentada olhando aquilo quase explodi de orgulho!
A professora perguntou aos colegas, um a um, quantas vezes conseguiam rodar o braço ao atravessar a piscina ( que Theo consegue fazer sem levantar para respirar). Todos foram respondendo, mostrando as duas mãozinhas abertas, que conseguiam 10 vezes. Theo foi o penúltimo a ser indagado sobre a capacidade e ele respondeu, sem pensar duas vezes, que conseguia 100 vezes! Senti que ele estava com o espírito competitivo a flor da pele e sei que ele estava fazendo por mim!
Confesso que deixei escapar algumas lágrimas nesse pequeno intervalo de desmonstração do amor que minhas crianças tem por mim!
Ao final da exibição ambos ganharam medalhas que são colecionadas aqui em casa.
Resolvi dar um estímulo ao Theo e comprei uma touca nova e o tão sonhado óculos de natação, que ele usou, o conjunto, até a hora de ir para a escola (almoçou inclusive a caráter) e repetiu o figurino a noite.
Para a Manu comprei uma mochilinha nova da Barbie, que ela está abraçada neste momento em seu berço.
Para finalizar o dia com chave de ouro fui buscá-los na escola e a moitora, que Manu ama do fundo do coração, Larissa, veio me contar que teve o seguinte diálogo com minha filha:
Manu você está com sono?
Unhum!
Quer mimir?
Não aíssa, quero mimir na cama!
Manu você é uma princesa!
Não, aíssa, princesa é você!
Eu, ao escutar, morri de rir e falei:
É Manu, hoje você está demais mesmo!
E ela:
Não, tô não!
hahahahhaahaha!!!!!!!

26.4.09

Minha menina...


Que coisa emocionante ter uma menininha meiga e carinhosa como a Manu. Estou sempre sendo presenteada pela seu amor desinibido.
Hoje, ao colocá-la para dormir, me deparei com um pedido que me trouxe um pouco de preguiça. Teria que tirar a fralda que acabara de colocar para que ela fosse fazer xixi. Ela emendou ao pedido a recomendação que sempre faço a ela: "Não pode xixi cama, mamãe"! Nessa hora senti que nada poderia me impedir de levá-la ao banheiro, pois caso contrário faria uma deseducação em seu processo de retirada da fralda noturna.
Sim pois durante o dia ela não usa mais e acidentes não acontecem há um bom tempo!
Depois de terminado o xixi e os elogios empolgados pelo ato notável, segurei-a no colo, peladinha, e senti uma vontade incontrolável de apertar e abraçar aquele corpinho macio e fofo. Abraceia-a com muito, muito amor, coisa de momento mesmo.
Ela começou a cantarolar uma música, só a melodia, sem pronunciar palavras, apenas sons. Depois de cantarolar um pouquinho, ela pediu: "Canta, mamy"! Eu falei que não sabia que música era aquela. Ela continuou a cantar, mesmo eu dizendo não saber, insistindo para que eu cantasse aquela musiquinha.
Derepente reconheci a melodia. Tratava-se de uma música do Barney que logo comecei a cantar:
"Eu te amo
Você me ama
Somos uma famíliza feliz
Com um forte abraço e um beijo lhe direi
Meu sorriso é pra você"
Ela me acompanhou, repetindo as últimas sílabas das palavras, enfatizando principalmente a palavra feliz e você. Cantamos mais duas vezes e ela tirou seu bubu da boquinha e me presenteou com um selinho nos lábios. Senti a felicidade me inundar de tal forma que penso não conseguir retribuir a minha filha esse momento que ela, com seus dois aninhos, conseguiu me proporcionar.
Só resta a mim tentar ser uma boa mãe a ela, pois ela merece!
Manu você é um docinho. Obrigada filhinha!
Mamãe

23.4.09

Apanhado geral -tirando a teia de aranha






Como o tempo pode passar tão velozmente? Veloz e furioso... Parece que escrevi sobre o aniversário do Theo ontem, e já fazem 5 meses! O aniversário da Manu passou e eu não pude registrar aqui. É uma pena, mas a vida mudou muito de uns tempos para cá. Não consigo mais parar uns instantes para elaborar o crescimento das minhas ciranças, registrar seus momentos no papel, pois no coração estarão para sempre, como as matrizes das litogravuras, pois tudo o que eu digo sobre meus lindos presentes, são cóipas fiéis do que registro no meu coração! Hoje Theo contou que viu uma abelha morta lá fora. Eu o adverti que a abelha, mesmo morta, consegue picar. Ele pensou um bocadinho e perguntou se nós, depois que morremos, conseguimos nos mexer como a abelha! Elogiei seu raciocínio, mas tive que dizer que não. Então ele perguntou assim: ué?! Então quando agente morre agente fica assim, parado? Eu afirmei que sim e ele começou a fazer careta, imitando alguém parado! Começamos a rir e o assunto sobre a morte passou de forma branda para nós! Depois, no caminho da escola, Manu começou a dizer: "Não, escola" (todas as frases dela tem a negativa na frente. Theo, para a implicar com ela, começa a dizer um monte de palavras para ela dizer "Não, tal coisa"... Ele cai na gargalhada. Ela não deixa barato e fala: "Não, HAHA! Theo"!) "Não Laíssa (Mirs Larissa, monitora)" E perguntei: Não Mirs Larissa? Não! Então Mirs Leila ! E ela: "Não, Eila". Então é sim quem? "Sim, mamãe!" Ai que fofura!
atualizando...
Hoje no almoço, Manu pediu para eu por cadol. Mas o que será isso, my god! Olhei para a Clea e ela respondeu, com a maior naturalidade, cadol é caldo, no caso do feijão.
Eu e o Theo rimos um bocado!
Acabei me lembrando de um papo bastante filosófico que eu e o Theo tivemos no banheiro. Theo estava sentado no vaso, como o pensador de Rodin, escutando o que eu tinha a dizer sobre a timidez que muitas vezes o impede de cumprimentar as pessoas, como familiares que passam períodos grandes sem nos ver. Expliquei a ele que é educado e simpático dizer olá, que temos que vencer nossa timidez, etc. Ele me respondeu, após ouvir tudinho: "Mas mãe, sabe o que é, eu só gosto de conhecer pessoas que eu já conhço, entendeu?
Lilypie 3rd Birthday Ticker
Lilypie 5th Birthday Ticker