13.6.07

Hoje é Dia de Manuela


Com o lindo vestidinho trazido pelos avós da França











Chupando o dedinho









Tentando chupar o bico

Essa menina está uma boneca. Não canso de olhar para minha bolinha branca com os olhinhos mais lindos do mundo (digo sempre: mesmo que Manu estivesse sem brincos e vestido era impossível confundi-la com um menino, pois seus olhinhos azuis - ainda- são muito femininos)
O sorriso contagia. Pela manhã abre um lindo sorriso iluminado, fazendo com que quem a visite (quase sempre eu) fique cada dia mais apaixonado!
O choro é poderoso. Não quer alguma coisa? Chora, com vontade! O sono é muito! (não estou reclamando!). Agora dorme 10:30 (ultima mamada) e acorda 8:30 (ou é acordada). As vezes acorda mais cedo, às 6:30, mas mesmo assim são 8 horas seguidas de sono e recuperação leiteira.
De duas semanas para cá apareceu com uma novidade: está chupando o dedo. O dedão, esquerdo, como a mamãe aqui. Resolvi não deixar, apesar de achar a coisinha mais linda do mundo - ela põe o dedão na boca e os outros 4 dedos ficam tampando o olhinho para dormir.
Só eu sei a dificuldade que meus pais passaram comigo, colocando aparelho, procurando o dito cujo no lixo da lanchonete, colocando pimenta e esparadrapo, no dedo. E eu sei como é gostoso o tal chupar dedo! Difícil largar! Ainda bem que consegui, antes tarde do que nunca! (já tem bastante tempo que isso aconteceu, ok?).
Fiz uma estratégia que está funcionando para que ela troque o dedo pelo bubu (que ela rejeita sem a menor cerimonia). Coloco uma luvinha em sua mão (o mais engraçado é que ela só chupa o dedão esquerdo. Mesmo estando com a mão direita sem luva). Quando ela fica com soninho ou com vontade de sugar e não é fome tenta colocar o dedinho na boca. Não consegue por causa da luva. Fica muito nervosa, resmungando e tentando de todo jeito chupar o dedo, mesmo com luva. Nesta hora crítica pego seu bubu (de látex, como o Theo, que recusou o de silicone de todo jeito - este último muito mais fácil de encontrar e mais durável) e coloco em sua boquinha. Na falta de tu vai tu mesmo, já dizia minha avó. Ela então chupa o bico, por falta de opção. Coitadinha, né?
Theo é meu ajudante do bubu. Tem horas que o ajudante tem uma recaída e coloca o bico da irmã na boca. Mas não chupa, parece que por respeito. Fica com aquele bico encaixado na boca, parado, esperando minha reação. Começo a rir, coloco-o na frente do espelho e digo: "que feio, meninão com biquinho na boca!" Ele morre de rir e o tira da boca.
Manuela está toda durinha. Quer ficar sentada e em pé. Quando colocada nesta posição estica os bracinhos para baixo e endurece o bumbum e as perninhas, além de fazer cara de séria, uma piada.
Descobrimos também que as vezes não quer ficar no colo. Gosta de ficar perto de todos, mas as vezes quer ficar em seu carrinho ou cestinha. Para de chorar na mesma hora em que é deixada em paz.
Os cabelos estão caindo, vertiginosamente. Os meus também! (como aconteceu no pós parto do Theo) Por baixo está aparecendo uma penugenzinha loira, bem dourada! (não em mim, nela). Róccio está apostando que teremos outro alemãozinho, no caso alemãzinha, dentro de casa. Será?
As pernocas estão grossas e gostosas de morder. Aliás ela é boa mesmo de carinhar. Fofinha, macia e sorridente.
Adora quando começo a dar beijoquinhas em seu rosto todo! Dou cheirinho em seu nariz, faço beijinho de esquimó, ela as vezes até dorme, e eu quase morro de paixão quando isso acontece!

Como é bom ter um bebezinho novamente comigo!

5.6.07

"A Vida em duas rodas era tudo o que ele sempre quis"

A alegria dele era contagiante e emocionante. Montado em uma bicicleta grande, que não o permitia colocar os pés no chão, enfrentou o mistério da fantástica geringonça e, com ventinho nos cabelos, saiu para a liberdade.
Esse foi o grande espetáculo do fim de semana. Theo, depois de uma espera de uns 6 meses, ganhou a sonhada bicicleta da avó. O intuito era fazer com que ele se sentisse grande, perto da irmãzinha que logo chegaria. Além disso foi lançado um desafio para o garoto. Só ganha a bicicleta depois de aprender a pedalar a motoca.
Tudo começou em um passeio de domingo numa área de caminhadas aqui de Belo Horizonte. Levamos a motoca com o acessório para pais e ou avós empurrarem a criança sem ter que desenvolver um bico de papagaio nas costas. Theo não conseguia nem direcionar o guidão para dirigir o brinquedo. Tínhamos que mantê-lo reto só na munheca, pois a motoca ia de um lado para o outro, nas mãos do motorista.
Minha mãe então veio com a novidade. Prometeu a bicicleta, que logo virou a famosa "bicicletinha verde", se ele se empenhasse, e conseguisse, pedalar a motoca.
Começamos o treino. Em casa Theo era tímido, mas na escolinha, se esforçava nas motocas do pátio. Achávamos que demoraria muito, uma eternidade, para que ele conseguisse superar o desafio.
Veio a maternidade, Theo ganhou, antes da bike, uma irmãzinha. Parece que este fato o fez ganhar nova energia, e as pedaladas começaram a acontecer em todos os lugares. Em casa, na praça, no shopping. Nesse intervalo de tempo a bicicleta foi mudando de cor. Um dia azul, outro amarela, branca, um brinquedo camaleão para imaginação de uma criança.
Meus pais viajaram e quando voltaram, trouxeram com eles a esperança de ter em sua bagagem uma bicicleta para Theo. Ao acordar, Theo me indagou: "mamãe, hoje a vovó chega?" respondi que sim e que iríamos buscá-los. Ele continuou perguntando: "Nós vamos buscá-los na França?" Eu disse que não que iríamos buscá-los no aeroporto, tendo a sensação que não fazia muito sentido em sua cabecinha. Mostrei o avião no céu, disse que a vovó e o vovô estavam lá dentro, voltando da França para cá.
A vovó chegou, mas sua bicicleta não (claro, ninguém trás uma bicicleta da Europa, mas ele não quer saber, ele quer a bike). Ele me perguntou, ao acordar no dia seguinte: "mamãe, a vovó não trouxe a bicicleta amarela do Theo?".
Liguei para minha mãe e contei para ela. Vimos que a hora da bicicleta tinha chegado, pois ele já tinha cumprido sua parte no trato.
Sábado fomos comprar a bicicletinha. Acabou sendo uma vermelha, cheia de personalidade e estilo. Theo ficou lindo em cima dela. A escolha da cor não foi fácil, não. Ele montou em todas as bicicletas, fazendo o vendedor encher os pneus vazios. As bicicletas azul e verde tinham os aros das rodas de metal, o que poderia machucar as mãos de uma criança curiosa. Reduzimos as opções para as cores branca, vermelha e verde e amarela, que tinham aros de nylon. Ele então se decidiu pela vermelha, e ficou firme, orgulhoso com a sua decisão. Toda hora ele fala: mamãe, venha ver minha bicicleta vermelha".
Na loja mesmo ele consegui pedalar um pouquinho, indo e vindo, com ajuda para virar a bicicleta. Saímos pela rua eu, puxando o Theo na bike, e minha mãe empurrando o carrinho da Manu. Foi uma caminhada de 3 quarteirões, deliciosa. Paramos para filmar várias vezes. Theo descia e empurrava sozinho sua conquista, uma graça de se ver.
Depois fomos para a praça, eu, Theo, Manu e o vovô, que deu aquele suporte, colocando a mão nas costas do Theo e o ensinando a pedalar. Theo começou a deslocar dando meia pedalada. Depois de um tempo pegou o jeito e começou a dar a pedalada completa. Uma emoção ver meu filho ganhando asas.








17.5.07

as melhores do Theo

Theo sempre me surpreende, demonstrando que é inteligente e que confia na mamãe dele.
Segunda-feira teve de lanche da noite sopa de inhame com caldo de espinafre e carne. Quando colocamos no prato Theo disse: "Quero esse verdinho não!" Só que o verdinho era simplesmente toda a sopa. Seria impossível separá-lo. Pedi para que ele experimentasse, para ver o quanto estava bom (e estava mesmo!). Ele disse que não gostava. Resolvi argumentar que ele não saberia se é bom ou ruim sem provar. Ele olhou para a colher, hesitou um pouco, depois resolveu abrir a boca para sentir o gosto daquilo que era verde. Engoliu e disse: É, mamãe, é bom mesmo! E tomou toda a sopa, com gosto!
Ontem ele estava tomando água, andando com seu copo pela casa. De repente falou: "ai, ai ai, mamãe, tá agarrado no meu dente! "e disse que não tinha nada no dente pois ele não tinha comido nada, só estava tomando água. Ele disse que o que estava agarrado no seu dente era a sementinha da água, pode?
Na hora do almoço falei para ele, que estava sentado em sua mesinha com uma caneta na mão (sob minha supervisão, claro) rabiscando, vir almoçar, pois o almoço estava pronto. Ele disse não! Eu falei: " vem sim, o papá está pronto". Ele retrucou: "Estou ocupado, escrevendo!" hahahaha!!!
Hoje, na hora do jantar, ele estava ansioso, era macarrão de estrelinha, seu predileto. A primeira colherada foi dada afoitamente, para conter os pedidos repetidos de quero papar estrelinha. A temperatura da comida estava alta e ele reclamou: está quente, Bete. A babá, pegou a segunda colherada e soprou, um pouquinho. Ele comeu, engoliu e disse: " Tá dando para comer, Bete"!
Hoje estava amamentando a Manuela, depois de passar boa parte da manhã brincando e cuidando do Theo. ele me pediu para irmos brincar lá fora e eu disse que não, pois depois que a Manuela dormisse eu ia "sentar no computador" (entende-se que iria sentar para trabalhar no computador). ele disse que não! "Você vai sentar no banco!"
Agora estamos sentados na sala de televisão, ele espalhou todos os cds em cima do sofá e está fazendo uma bela seleção musical para nós. O detalhe é que ele sabe tirar o disco que está tocando, apertando o botãozinho do quadradinho. Depois ele abre a portinha, tira o cd colocando o dedinho no buraquinho do meio, coloca outro, fecha a portinha, coloca a música apertando o botãozinho do triângulo, abaixa o som um pouquinho no botão de rodar e sai dançando, pedindo para que eu bata palminhas e dance com ele no chão. Me puxou pela mãozinha e eu não resisti, fuuuuuiiiiii!!!!!!!!!

16.5.07

Fim de Semana das Mães

Meu dia das mães começou no sábado de manhã. Fomos à festa de homenagem às mães da escolinha do Theo.
Era no quarteirão de baixo e fomos a pé. Manu no colo do papai e Theo de mãozinha dada comigo. Fomos cantando, vendo os cachorrinhos, jardins, encontrando coleguinhas no caminho. Muito agradável esta pequena caminhada matutina em família!(vantagem de colocar o filho para estudar em escola perto de casa. Vai e volta a pé todos os dias, economiza no transporte escolar, nunca chega atrasado e a babá pode levar e buscar).
Foi no salão de uma igreja aqui do bairro. Ao chegarmos vimos o salão todo decorado com balões, singelamente arrumado, mas com muito zelo e carinho, como tudo na escolinha do Theo.
Theo foi levado para dentro para se arrumar. Logo a festa começou.
foi feita uma adaptação do livro "Se as coisas fossem mães" de Sylvia Orthof.
A primeira turminha foi a do Theo, que dançou a música Borboleta pequenina de Marisa Monte, para demonstrar o capítulo do livro que diz:
"que bom seria
se a mãe fosse um jardim,
e tivesse como filhas
borboletas,
borboletinhas
voando, voando
sem fim."
Theo entrou chorando, me procurando, preocupado pois seu nariz estava escorrendo um pouquinho.
As professoras o tiraram do palco e ele ficou no colo de uma delas. Corri para a frente e mostrei a ele que estava ali, e falei baixinho para ele participar. Ele parou de chorar, subiu as escadinhas, sozinho e ficou lá na frente. Não fez a coreografia da borboletinha, ensaiada durante duas semanas, mas enfrentou seus medos e ficou lá na frente, olhando para mim.
Esse momento foi, para mim, mais importante do que se ele tivesse dançado e ido embora. Ele demonstrou confiança e segurança em mim. Seus olhinhos, que de mim não desgrudavam, pareciam duas fitinhas, amarradas em mim para não me perder. Me senti muito especial para meu pequeno. que homenagem! Depois de me ver ele se encheu de coragem, saiu do colo da professora e enfrentou tudo o que o estava amedrontando, por mim! Não é lindo?
Depois de finalizada a apresentação recebi de suas mãozinhas o livrinho tema da festa, ilustrado por ele, com colagens, pinturas e até uma foto, minha e dele, acompanhado por um bombom (que o Theo comeu) e um balão cheio de corações vermelhos.
Saímos de lá e fomos almoçar na casa do meu tio Rui. Minha tia Marília, que mora em Vitória, pode conhecer Manuela finalmente. Ficamos lá até o fim do dia, foi muito bom! Theo se divertiu muito! Brincou com a priminha Isa, com a Silvinha e o Bil.
Domingo de manhã tive um delicioso café da manhã, feito pelo maridão, acompanhado por uma linda homenagem, com poema feito para a ocasião, fotos e música. Colocarei aqui da próxima vez, para que vocês possam ver como meu marido é nota 10!
depois fomos passear no parque, e almoçamos na casa da minha tia Rosália.
A noite, maridão, novamente brilhou, fazendo, sozinho um jantar muito gostoso. Convidamos meu irmão e a namorada. Foi muito gostoso. Theo se esbaldou!
Espero que todas tenham tido um dia das mães especial ao lado de seus familiares!

Sentado, com perninha de índio, assistindo a uma apresentação circense no parque



Família comendo pipoca (menos a Manu, que estava mamando)


Eu e Ele

Linda! com o casaquinho rosa que a tia Rosália fez para ela

LINDA!


L I N D A ! ! ! ! ! !

7.5.07

Domínio público

"Estou presa, meu bem, estou presa.
Estou presa por um cordão.
Me solta, meu bem, me solta,
Me prenda no coração".
Esta canção está em no disco Murucututu, da Palavra Cantada, muito interessante.
Um dia comecei a cantarolar este refrão e me dei conta que ele fala muito sobre ter filhos. Como ainda estou um pouco sensível com o nascimento da Manu, fiquei emocionada com estas palavras.
Perder a ligação do cordão umbilical é difícil, mas necessário. Era muito bom poder ter nossos filhos dentro de nós, totalmente protegidos e confortavelmente cuidados. Mas eles crescem e a estadia no ventre passa a não ser tão confortável assim. O espaço é pequeno, a barriga pesada. Vem a vontade de conhecer quem está aqui dentro.
Até que um dia eles saem. Adoramos tê-los nos braços, mas no fundinho gostaríamos de ter o poder de tê-los, conosco. Quando eles saem nós ganhamos e perdemos. Muito confuso...
Fazemos então outro laço. Uma ligação invisível mas forte demais, o laço do coração, esse sim para sempre.
Uma troca bem vantajosa (do cordão pelo laço de amor), porém um pouquinho doída...
E a segunda e última vez, um pouquinho mais dramática.
E o tempo vai passando a passos largos!




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