4.4.06

Menino Falante

Agora é assim, Theo se transformou em um francesinho. Quando não quer alguma coisa levanta o dedinho e fala "Non, non, non".
Além disso fica chamando pelos pais o dia todo e cada hora fala de um jeito. É mamainhê, mami, mamãe, mamí, momi e também paphai, papi, popi, papaiiiiiiiii, com uma vozinha rouquinha que faz qualquer um cair na risada e se derreter todo.
Quando está em algum lugar e que sair, fala desxe (descer), pede água falando aua, pede cuco (suco) e papá, alternando-os na hora do almoço.
O auge da graça foi no sábado, quando respondeu um displicente "quê" ao ser chamado. Desse jeito: Theozinho... Quê...
Pede para dirigir ao entrar no carro, apontando para o volante e fazndo "brhuu" cheio de cuspinhos.
Ele está começando a demonstrar um pouco de medo de certas coisas, como sombras na parede, barulhos e principalmente do último livro que demos a ele. É um livro do sapo bocarrão, com dobraduras. Tem uma página do jacaré que ele só falava "non, non,non". Mas agora já familiarizou e vive agarrado ao livro. O mais engraçado é que ele não tem paciência para ouvir a historinha, só quer ver a próxima página, que traz um bicho diferente. E quando o livro acaba, já o vira pela frente e pede para abrirmos de novo. E ao fazermos presenciamos um sonoro Ouuuuuhhhhhh! (que é a sua exclamação de surpresa e empolgação), apontando para o sapo ou mosquito. Qaundo vem o sapo com a língua para fora com um mosquito na ponta o Theo logo coloca a sua para fora e fica esperando as risadas.
Esse meu filhinho é diversão para toda hora.
p.s. algum tempo atrás comentava que Theo não mexe nas gavetas e armários. Agora paguei a língua. Adora tirar cds e disquetes, escovas e buchas do armário de limpezas (fica empurrando no chão como se fosse um carrinho, ou fica esfregando alugma coisa mesmo) e desodorantes do nosso armário. Mas agora falarei uma coisa que provavelmente pagarei no futuro: Ele geralmente guarda tudo o que tirou do lugar depois de brincar. Porque ele não brinca com seus brinquedos...

31.3.06

Mudança de pediatra

Resolvi não sofrer mais por esse motivo. Sempre que tentávamos falar com a Médica do Theo não tínhamos sucesso. Não estava no consultório ou não podia atender. O celular sempre desligado e sem caixa postal. Em casa nunca estava. Resultado: sempre buscávamos outras pessoas para nos ajudar. Meu pai sempre nos aconselhando pois é médico psiquiatra, os serviços de urgência (raras vezes ainda bem) e até outros pediatras particulares.

Acho que quem tem plano de saúde sabe o que eu estou passando. Os médicos recebem mal e nos atendem com o mínimo possível. Eu não posso reclamar dela no consultório. Atenciosa, calma e o mais importante nos atendeu imediatamente quando precisamos, quando o Theo era recém nascido. Mas me sinto muito insegura com relação à essa dificuldade de comunicar com ela. As vezes as crianças tem uma febre ou outra bobagem que não necessita de desgastar na fila do pronto atendimento, ambiente hospitalar, crianças que realmente estão mal, exposição do Theo a outras doenças, até mais graves.
Ontem foi a gota d'agua. Theo estava inapetente e tomando muita água (copos e mais copos seguidos). Não queria saber de suco nem leite. Resolvi ligar para ter uma orientação. Não estava no consultório. A secretária disse que talvez amanhã eu conseguisse falar. Fiquei tão chateada, pois não precisava dela amanhã e sim naquele instante que me sentia insegura e agoniada. Além disso fiquei mais chateada ainda pois a secretária não fez nada para tentar localizá-la, nada!
Resolvi procurar indicações de outros médicos. Liguei para minha professora de ginástica, que tem um bebê de 3 meses, e peguei o telefone de sua pediatra. Liguei para ela e ouvi uma resposta negativa, não tinha horário para atender o Theo (talvez se a consulta fosse particular a agenda dela tivesse uma brechinha), mas quis saber o que meu filhinho tinha. Quando falei sobre a água ela me recomendou que procurasse alguém para nos atender imediatamente e que fizéssemos exames, pois se ele estava tomando tanta água é por que tinha algo de errado! Fiquei desesperada, peguei o Theo e fui para o hospital infantil. Chegando lá tivemos que aguardar por mais de uma hora para sermos atendido. Enquanto aguardava, puxei assunto com a mãe de uma menina que estava ao nosso lado. No final descobri que a médica pediatra dela era a mesma do Theo. Mas ao contrário de mim, ela sempre conseguia falar no celular da doutora, sabia que ela estava em Brasília e ainda tinha sido instruída por telefone. Não quis perguntar se ela tinha plano de saúde para não ofender, mas tirei minhas conclusões e resolvi mudar de médico de uma vez por todas, a antiga agora é passado!
Quando o Theo foi atendido o médico disse que tomar muita água é normal para quem está adoentado, que o Theo estava super hidratado e que ainda bem que ele está pedindo e tomando muita água. Com relação ao apetite disse para termos paciência e respeitar as vontades dele. Ou seja, não pediu um único exame. Disse que o Theo estava muito bem e que mesmo não se alimentando como de costume tinha crescido, pois ganhou algumas gramas (já atingiu os 11 quilos). O detalhe é que, ao entrar no consultório o médico me disse que eu havia estado no hospital no dia 26 e como não tinha 30 dias essa consulta era considerada retorno e que a Unimed não pagaria um centavo por ela. Fiquei sem graça e chocada com o que está acontecendo com os clientes e os médicos conveniados. Daqui a pouco teremos plano de saúde somente para emergências hospitalares. Consultas só particular.
Agora estou com uma indicação de uma boa médica que atende pela Unimed( claro que a médica da minha professora de ginástica não passou na prova do atendimento a mães com bebês doentinhos, pois seu método é totalmente pitbull). Marquei para a próxima quinta - feira. Veremos se dará certo.
O bom disso tudo é que hoje Theo está muito melhor, se alimentando normalmente e brincando como nunca. Isso é que importa.
Fotos para alegrar este post desabafo total
papando seu ossinho



brincando na mesinha
empinando na motoca (eu já sei virar o guidão para dirigir!)














brincando de bambolê







brincando no túnel

Eu e meu pai em duas poses

Eu e minha mãe

28.3.06

Theozinho dodói

Meu filhinho está doentinho, mas se recuperando a cada dia. Começou com uma febre no sábado a tarde. No domingo uma tosse muito rouca, febre e falta de apetite. A noite o levamos ao hospital para a médica examinar a garganta, ver se precisava de antibiótico. Ela diagnosticou uma faringite e encaminhou-nos para uma nebulização de adrenalina para diminuir o inchaço e evitar o fechamento da garganta (deus me livre!). Depois receitou um remédio para manter o efeito da adrenalina, além do antitérmico. Theo agora está tomando a solução da Novalgina que é docinha, pois as gotas amargas não estavam sendo aceitas.
Hoje ele começou a se alimentar melhor. Ontem na mesa do almoço quis um ovinho de codorna da salada e três rodelas de tomate. Nada mais. Hoje quis carninha de frango e um pouqinho de arroz com feijão e purê de batatas, além de ter tomado o leitinho de manhã e de tarde.
Amanhã ele estará melhor, mas a natação só na semana que vem para não prejudicar a recuperação.
Depois trago mais notícias do Theo.

21.3.06

DNA garantido

Sempre pairou no ar uma certa dúvida se algum código genético meu tinha sido transmitido ao Theo no ato da concepção, já que, após enquete realizada aqui no blog, ficou definido que o Theo se parece mesmo é com o pai. Mas essas dúvidas findaram-se ontem, depois de uma demonstração de semelhança comportamental e não física, do Theo e dessa mãe sorridente:
Theo, na hora do almoço, fez algo que nunca havia feito antes. Demonstrava interesse mas tinha receio de fazê-lo. Vou parar de fazer suspense. Ele, depois de almoçar, ficou sentado na sua cadeirinha com o prato praticamente vazio a sua frente com um osso de coxa de frango com alguma carne. Ele passou a mão no osso e colocou-o em sua boca e só devolveu quando o mesmo estava limpinho.
Agora explicarei a vocês o motivo de tamanha semelhança comigo. Quando nasci meus pais eram vegetarianos. Lá pelos meus 11 meses de vida (sem carne, só soja), minha mãe se cansou dessa vida e resolver fazer carne para o almoço. Um certo dia tinha no menu coxas de frango empanadas para as quais eu fiquei apontando o dedinho gordo e dizendo "dá, dá". Minha mãe avisou a meu pai (que ainda acreditava que o ser humano só come carne por condicionamento e que, como eu nunca tinha colocado nada animal na minha boca, recusaria o alimento cuspindo tudo) que me daria a coxinha. Ao me entregar a coxa, puderam ver, de forma empírica, o desmoranamento das teorias vegetarianas, pois não só não cuspi a carne, como devolvi o osso limpinho para minha mãe. Depois disso meu pai voltou a comer carne até hoje!
E por ironia do destino eu me tornei uma pessoa carnívora, que gosta de carne mal passada. E meu filho saiu puxando a mim, pois é chegado num bifinho e num ossinho de frango. Viva a genética!

13.3.06

1 ano, três meses e muitas novidades


Hoje Theo completou seus 15 meses de vida levando uma agulhadinha da vacina penta e fazendo natação.
Como o tempo é curto para suas mudanças e crescimento... Já vai no colo da Tia Renata, bate as perninhas e mergulha, sem engolir água. Fica chamando o pai do lado de fora da piscina, adora ver os bichinhos colados no teto e no final mexer na torneira do chuveiro quentinho do vestiário. Depois de tudo isso saboreia um suquinho com pão de queijo na lanchonete da academia.
Theo está amando sua motoquinha nova, um velotrol em forma de motocicleta chopper, com apoio para os pés (essencial para quem ainda não alcança os pedais) e haste para o pai empurrar fazendo manobras radicais. Theo se agarra no guidão e fica firme nas derrapagens, cavalinho de pau e empinada na roda traseira. Ele simplesmente está adorando a vida em 3 rodas. Tanto é que nem brinca mais na mesinha que compramos para ele pintar. Quando ganhou não largava as cadeirinhas e ficava rabiscando. Comprei um jogo de tintas da Pritt que é roll-on, igual a desodorante. Não derrama e é fácil de segurar, além de ser a base de água. Agora a roupinha tem que ser velha e as paredes laváveis. A última dele foi pegar o lápis de cor azul e rabiscar a parede do corredor de cabo a rabo. Peguei-o pela mãozinha e, pacientemente, mostrei que aquilo não podia ser feito. Tentei pegar o lápis de suas mãos mas não consegui, então coloquei-o sentado na cadeirinha novamente e voltei ao meu trabalho. Quando dei por mim já estava indo em direção à sala um pequenino artista querendo expressar-se em minhas paredes. Adverti que não deixaria que ele rabiscasse novamente nas paredes e ele teimou. Levou uma palmada no bumbum, não chorou, foi ao encontro da babá e entregou a ela o seu lápis de cor. Depois disso nunca mais tentou repetir a travessura.
Estou ensinando a ele as cores, a fazer bolinhas. Desenho uma bolinha amarela e tiro uma da mesma cor da piscina de bolinhas. Faço outra azul, segurando em sua mãozinha para ele sentir o movimento circular, e tiro uma da mesma cor. Assim ele associa o desenho ao objeto e também sua cor.
Esse fim de semana Theo estreou na vida de dormir fora de casa. Foi passar o sábado a tarde na casa dos avós para podermos ir a um círculo de debates de arquitetura que está ocorrendo aqui em BH. De lá emendamos a noite e fomos à casa de uns amigos. Theo ficou muito bem sem nós, dormiu direitinho e não deu muito trabalho. Na volta ficamos com vontade de buscá-lo, mas fomos sensatos e deixamos para matar a saudade no dia seguinte. Foi muito bom ver que ele é uma criança segura e que confia nos avós, não ficou querendo mamãe.
Mas essa semana confesso que me senti jogada para escanteio. Trabalhei muito, ficando fora de casa todo o dia. Em um deles, na volta do trabalho exaustivo fui correndo abraçar meu tiruliro e com o que me deparo: uma criança que não largou tudo para dar um abraço na sua mãe. Pelo contrário, ficou agarrado ao pai, fazendo de difícil. Me senti mordida de ciúmes... Mas no dia seguinte ele voltou a querer os braços da mami, ainda bem.
Bem, diante de tudo isso que veio em minha cabeça posso dizer a vocês, que gostam de acompanhar o crescimento do Theo, que ele está realmente crescendo, e que meu amor por ele também acompanha esse desenvolvimento. Pensava que, ao crescer tomaria mais espaço no coração e que lá ficaria apertadinho para esse meninão, mas constatei que o coração é uma casa que está sempre em reforma, se ampliando para abrigar tanto amor! Filho mamãe é 100% você!
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